Joinville retoma mutirões para retirada de fios soltos após acidente com motociclista


A Prefeitura de Joinville retomou a programação de mutirões para a remoção de fios de telefonia sem utilização na rede urbana. A iniciativa ocorre em meio a preocupações com a segurança, após um acidente registrado recentemente no município envolvendo um motociclista que teve o pescoço atingido por um cabo solto, desprendido após ser puxado por um ônibus. O motociclista ficou ferido.

Nesta semana, a Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra), em conjunto com empresas de telecomunicações e a Celesc, realizou o primeiro mutirão de 2026. A ação ocorreu nas ruas Santos, Caíru e Ricardo Stam Gomes, área que integra o futuro Parque Linear Porto Cachoeira, no bairro Bucarein. Ao todo, foram retirados fios de telefonia em 13 postes, somando cerca de 200 quilos de material removido da rede.

Segundo a Prefeitura, a atuação conjunta permite identificar e eliminar fiações que não estão mais em uso, contribuindo para a redução da poluição visual e, principalmente, para o aumento da segurança no espaço urbano, evitando riscos a pedestres, ciclistas e motoristas.

Desde o início dos mutirões, em 2023, já foram removidas 15,8 toneladas de fios e circuitos fora de operação em Joinville. Desse total, 6,6 toneladas foram retiradas em 2023, 6,2 toneladas em 2024 e 3,09 toneladas ao longo de 2025.

De acordo com o diretor de Operações da Unidade de Iluminação Pública da Seinfra, Thiago Molina, o trabalho depende do alinhamento constante entre o poder público, a Celesc e as operadoras de telefonia. “Estamos em diálogo permanente para melhorar a limpeza dos fios e combater problemas relacionados à insegurança nas instalações. A Prefeitura e a Celesc coordenam os mutirões, enquanto a responsabilidade pela qualidade das instalações é das operadoras”, explica.

Para o gerente de Operação e Manutenção da Celesc, Eduardo Cesconetto, a iniciativa reforça a importância da cooperação entre os órgãos envolvidos. “O trabalho conjunto traz resultados concretos para a organização do espaço urbano e para a segurança da população”, destaca.

Escrito por Enio Alexandre

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