Vereadora propõe força-tarefa para garantir ar-condicionado nas escolas

Todos os anos, milhares de estudantes e profissionais da educação enfrentam um problema que se repete a cada verão. Na volta às aulas, que ocorre em fevereiro, são surpreendidos por salas de aula sem ar-condicionado, estragados ou sem funcionamento por outros problemas (incapacidade da rede elétrica, por exemplo) que impedem as atividades escolares e prejudicam o aprendizado em dias de sol escaldante cada vez mais comuns em um processo intensificado pela emergência climática.

Para evitar este problema, a vereadora Vanessa da Rosa (PT) sugere que a Secretaria Municipal de Educação constitua uma força-tarefa para inspeção, manutenção preventiva e adequação dos equipamentos de ar-condicionado das escolas e Centros de Educação Infantil da rede municipal antes do início do ano letivo.

“Não podemos mais admitir que uma situação que ocorre todos os anos se repita. Quando chega fevereiro, estudantes, pais e professores se mobilizam contra o descaso que, neste ano, pode ser evitado. Os alunos não têm como saber antes se a sala de aula vai estar devidamente equipada, mas a gestão municipal pode e deve se adiantar”, argumentou Vanessa da Rosa.

Para a vereadora, esta é uma realidade que já não pode mais ser tratada como episódica, excepcional ou secundária. “As mudanças climáticas são evidentes, mensuráveis e sentidas de forma concreta no cotidiano das cidades e com impacto direto em setores que são de responsabilidade da Prefeitura, como escolas e hospitais. A intensificação das ondas de calor deixaram de ser projeções futuras e passaram a integrar o presente, exigindo respostas imediatas do poder público”.

Vanessa da Rosa protocolou o ofício parlamentar com a solicitação nesta quarta-feira, dia 14 de janeiro, e o início do ano letivo está marcado para o dia 5 de fevereiro.

Além do conforto térmico para toda a comunidade escolar, a preocupação também se deve ao processo de aprendizagem de crianças e adolescentes. Ambientes excessivamente quentes comprometem a concentração, a aprendizagem e o desempenho pedagógico, agravando quadros de estresse térmico, especialmente entre crianças pequenas, pessoas com comorbidades e profissionais submetidos a longas jornadas de trabalho.

A parlamentar também defende que a cidade tenha um planejamento adequado às mudanças climáticas, com mais estruturas públicas para mitigação do calor e como prevenção aos desastres naturais que tendem a se acentuar com o aquecimento do planeta.

Escrito por Redação

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Marlete Cardoso
Marlete Cardoso
8 meses atrás

Força, vereadoras conscientes!